Transitas em meu lado mutilado, visionário. Conjuras um modo de me salvar, me tomas por paranóica, signo touro, ascendência em sagitário. Eu confabulo, te espero, mendaz. Peço por um rio, erosivo, descarto movimentos pendulares. Catas-me a um só tempo, em cinco mãos, assertivo em águas confluentes. Abro-me, mil - folhas, te suporto, a planejar um céu ástreo. Que tenha nossos nomes escorregadios, atravessados num símbolo-eterno. Que urre em galhardia por todos os segundos imóveis, em canais telepáticos, a decifrar sua impassibilidade, seu tonel de profusões internas. Vê essa estética recriada a exalar cheiro de porra, amalgamando o princípio ao fim. Estou a falar com o vento, amor. Estou falando pra ti, de nós. A escrever porque cega.
03/2006
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