sábado, 12 de janeiro de 2008

não sei por que tenho muita sede quando me largo pra dormir. me reviro na cama um pouco mais, pro sono voltar. mas levanto repetidas vezes, tenho muita sede. diviso as salas escuras, tateio e escuto o comprido da água caindo no copo.
e me veio assim, se não era pra sentir a ausência de um jeito diferente, um ritual que ninguém vê e que o corpo obedece, esperando por um único movimento final.
quis logo abrir a lagarta quando a vi. primeiro, perguntei o que era e soube que era dessas que vira borboleta. ou mariposa, acrescentou. não sei, estou tão distraída que não lembro se a mariposa faz igual à borboleta. estava tão seca e quis cortá-la ao meio pra ver o que tinha dentro.
depois, comi muito açúcar e minha boca estalou. esqueci de tudo.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

chuva de verão despencando cinza e às vezes laranja. um carro da funerária passa e eu penso: um bom dia para se morrer.