sábado, 27 de março de 2010

essa coisa de perder as pessoas. é horrível, não? você tá lá crente que é o mais íntimo das tolices profundas do outro (é quase o máximo que podemos ajambrar com as revelações) e, em um silêncio ou não, retorna à ilha. você acha que tocou alguém?

eu entendo quando a palavra amor não tem significado nenhum. desde que seja por um dia ou outro.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

ele tremia e empenhava-se em rapidez. de pavor, mas só tinha os faróis a iluminar-lhe os pés que corria na estrada em escuridão. não, ele não tinha percebido.

domingo, 17 de maio de 2009

quero um manto de estrelas para colocar sobre as costas e sei que você pode fazer as vezes de.

sábado, 9 de maio de 2009

perdi seu ouvido pro jornal
trago a dança que me inspirou o café sem açúcar e tal
analiso o fundo da xícara
a esperança é igual

eu confesso
só me resta a vida inteira

-tiê
posso garantir que estava muito lúcido. o redor, não. não pode ser um erro cuspir em gestos abertos, talvez nós não tenhamos tanta sinceridade, muito ocupados em apresentarmos o outro, novo pra cada ocasião. coitado, era sábado à noite. que gelo estamos sábado à noite.

sei que rejeitaria o abraço e só o mantive preso aqui, até hoje.

sábado, 25 de abril de 2009

roupagem nova, bem possível que revolucionária, sedimentando aquela areia que turvava a água. nada de mais, só as estrelinhas de poeira tornando-se fascinantes novamente, o cheiro dos pães voltando ao lar, a dobradiça da janela recém consertada, retorcida por uma cortina onde é bom de se esconder. é o andar leve da bicicleta que se arrisca em ladeiras, o correr que não chega a lugar nenhum - redenção.

é a velha palavra, meu amigo.

sábado, 14 de março de 2009

nem sempre se recordava das suas senhas, mas poderia reencontrá-las na dormência de um quadro inventado, ainda que à noite: e seria justo não bordar estimas para uma realidade a qual ninguém pode acertadamente medir. a isso chamou sobreviver.