o dedo doce, uma bolinha moldada nas mãos. pensando algo assim: se a bolinha se desmanchasse e fosse absorvida pra passear pela corrente, poderia se metamorfosear em doçura pura? e alcançar em cheio o coração, dizendo coisas que a ternura jamais poderia vislumbrar?os acordes deletérios rasgam, tinindo metais. impulsionam chispas que não têm tempo de serem codificadas: olhos arregalados numa incompreensão infinita.quem sabe um pote inteiro de açúcar.
09/2006
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