domingo, 2 de dezembro de 2007

sentei, deitei, caí. não sei se de tropeço, de empurrão, não me parece que estava em outro lugar há anos. não existem pernas que me sustentem no ar: elas são movidas a idéias, dispersas agora. não irei catá-las, não provocarei um mínimo de esforço para mover a ponta do dedo, dobrá-lo e nele enroscar um pensamento. ficarei bem, sentindo o bater das asas dos meus fragmentos. aos poucos, não sobrará nenhum.

10/2006