lembro daquilo de marcar a retina com um arco-íris, tinha tanta tolice, meu riso que não se percebia. corria até cair e subia em árvore para conversar sem respostas.
a luz não me perpassa e ainda há tanta coisa bonita, os meus sonhos de balanço, o primitivo, os pés na terra, catando o áspero pra machucar os dedos. continuo imaginando camas que voam e espero, procuro a primeira estrela no céu e carrego uma esperança tão ébria de ver luzes e cores que mal chego a acreditar nos limites, na dor em nódoa e nos meus olhos: tenho dois, um dissimula e o outro não esconde, é úmido.
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