sábado, 14 de março de 2009

nem sempre se recordava das suas senhas, mas poderia reencontrá-las na dormência de um quadro inventado, ainda que à noite: e seria justo não bordar estimas para uma realidade a qual ninguém pode acertadamente medir. a isso chamou sobreviver.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

desejava encerrar, como o faz a folhinha do calendário.

sábado, 18 de outubro de 2008

não cairei no assombro como o irmão que irremediavelmente pende para o lado de lá, enquanto o resto da família cheira à algodão-doce. quedarei roendo as unhas presunçosa durante a programação domingueira. exercícios sincronizados às 7h. serei uma descrente devotada aos rituais. consertarei a coluna com um livro na cabeça para me candidatar à miss simpatia 2009. no meu diário, planos de casamento e barrigas cheias. cômodas sem pó, cantos sem teias. afinal, o sol nasce pra todos.

ah, o livre-arbítrio.

domingo, 5 de outubro de 2008

a aparente incongruência residia em fechar-se a aproximações e sentir-se vulnerável a quaisquer, sobretudo se sem metas. mas sabia de seu objeto, o sonho, a partir do qual todos os outros reduziam-se à curiosidade, se tanto. assim que nunca seria serena se pretendesse ser eficaz. o que queria estava à mão vez ou outra. porém, sempre possível, ao menos que percorresse neblina espessa dando-lhe créditos de conteúdo.
sim: coisas, intenções, silêncio.

não: pessoas, gestos, fala.

domingo, 21 de setembro de 2008

quando não há retenções, evita-se olhar olhos para que nenhum momento ou brilho seja capturado por empatias insalubres.
congelar-se salva tantas fivrolidades imprescindíveis para o pouco espírito, que é mesmo um caso universal.
pode ser que dure até à vista de folhas ruivas a cobrir mil vidas minúsculas. assim é que dizemos que as pessoas cansam. ou até um encontro que alivie: aí, a crença em palavras, tanto para o não quanto para aceitá-las.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

do sorriso de olho

os erros que afastam nunca mancharam o suficiente a sua alma - que eu amo em tanta ausência.