terça-feira, 20 de maio de 2008

meus gestos são vagos, porque tudo me é tão indiferente quanto urgente. enquanto o espero, finjo notar o tempo. erigir discursos e transitar incólume: minhas atividades mais diletantes.

gostaria que visse que sou uma fraude. que, além de vulgarmente estar no lugar errado, tenho sentimentos errados. não me fale de maniqueísmo. ainda agora posso me tocar como se esperasse. e não espero.

ontem à noite me esqueci e dormi sorrindo.

sábado, 3 de maio de 2008

no chão do Invisível, os pés se abrem. se tornam senhores quando, num impulso, alados.

e para trás: rasgos, espirais de decadência, borrões e elos perpétuos.

sábado, 19 de abril de 2008

não perder quando se perde e saber que nada se ganha: um ser sozinho, comprometido com sua individualidade, é patético, mais que a inexistência desse caso. se eu sou a cabeça adulta abaixada, entre as mãos, fica retido ali não somente um pedaço, mas todas as minhas intenções.

e que gelo fosse, justiça fosse : um final comum.

domingo, 16 de março de 2008

alguém me canta lullaby, enquanto costuro lembranças na superfície dos dedos.

sábado, 15 de março de 2008

se venho aqui é pela falta de chão, entende? em todo final de. ninguém sabe sobre o silêncio. não adianta ir a um mar nebuloso. uma beirada de sol. a mãos pequenas. à relevância do existir. veja bem, creio absurdamente no bálsamo, no cheiro de camomila que atrai borboletas. mas nunca em uma beleza maior: carrego a paz num confessionário de solidão.

sábado, 8 de março de 2008

quaisquer olhos me emocionam.
tenho confusões e luzes retas para me entreter. e, mesmo com esse olhar fixo de ventilador, não sei me desviar de mim.