não sei por que tenho muita sede quando me largo pra dormir. me reviro na cama um pouco mais, pro sono voltar. mas levanto repetidas vezes, tenho muita sede. diviso as salas escuras, tateio e escuto o comprido da água caindo no copo.
e me veio assim, se não era pra sentir a ausência de um jeito diferente, um ritual que ninguém vê e que o corpo obedece, esperando por um único movimento final.
sábado, 12 de janeiro de 2008
às
03:18
quis logo abrir a lagarta quando a vi. primeiro, perguntei o que era e soube que era dessas que vira borboleta. ou mariposa, acrescentou. não sei, estou tão distraída que não lembro se a mariposa faz igual à borboleta. estava tão seca e quis cortá-la ao meio pra ver o que tinha dentro.
depois, comi muito açúcar e minha boca estalou. esqueci de tudo.
depois, comi muito açúcar e minha boca estalou. esqueci de tudo.
às
03:12
sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
chuva de verão despencando cinza e às vezes laranja. um carro da funerária passa e eu penso: um bom dia para se morrer.
às
14:42
sábado, 8 de dezembro de 2007
lembro daquilo de marcar a retina com um arco-íris, tinha tanta tolice, meu riso que não se percebia. corria até cair e subia em árvore para conversar sem respostas.
a luz não me perpassa e ainda há tanta coisa bonita, os meus sonhos de balanço, o primitivo, os pés na terra, catando o áspero pra machucar os dedos. continuo imaginando camas que voam e espero, procuro a primeira estrela no céu e carrego uma esperança tão ébria de ver luzes e cores que mal chego a acreditar nos limites, na dor em nódoa e nos meus olhos: tenho dois, um dissimula e o outro não esconde, é úmido.
a luz não me perpassa e ainda há tanta coisa bonita, os meus sonhos de balanço, o primitivo, os pés na terra, catando o áspero pra machucar os dedos. continuo imaginando camas que voam e espero, procuro a primeira estrela no céu e carrego uma esperança tão ébria de ver luzes e cores que mal chego a acreditar nos limites, na dor em nódoa e nos meus olhos: tenho dois, um dissimula e o outro não esconde, é úmido.
às
13:29
domingo, 2 de dezembro de 2007
não há nada melhor que alcançar a linha do próprio limite e resolver em consciência abrigar-se em si. que não nos alcance. o abandono. os olhos. a falsa palavra. os pés sujos. o corpo estirado no chão.
ir e voltar. sentir o rasgo se fechar. fascinar-se com a renovação. esperar o crescimento. não ter medo se doer, saber que tudo dói e tudo se acaba. tudo se acaba.
ir e voltar. sentir o rasgo se fechar. fascinar-se com a renovação. esperar o crescimento. não ter medo se doer, saber que tudo dói e tudo se acaba. tudo se acaba.
às
06:05
um susto, o descuido. olhos imensos para não crer. luzes incompreensíveis. dissimulação num rodopio. horas que matam a mentira. a morte da mentira. areia de sol lavada, os pés que desejam passar.
você desconhece como apago de mim o que já não me dá mais margem pro sonho.
02/2007
você desconhece como apago de mim o que já não me dá mais margem pro sonho.
02/2007
às
06:03
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