terça-feira, 26 de agosto de 2008

do sorriso de olho

os erros que afastam nunca mancharam o suficiente a sua alma - que eu amo em tanta ausência.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

desceu as escadas em vigia, até notar que o andar não se conectava com seu processo (passado-presente-futuro). numa roupagem antiga, se percebeu minúsculo - e só. riu muito, porque as pequenas coisas necessitam cultivo (sentiu uma ternura; era o momento de se abraçar). por que continuar? sim, a vida seguia à frente de si, do material sem nobreza (a introjeção dos espasmos pragmáticos não enchem todas as almas). mas o vento é um prelúdio (a cura).

as cores tendem à luz quando se cai, pensou.

domingo, 13 de julho de 2008

consigo alcançar o caos em menos de 5 minutos. pretendia sentir até à exaustão, mas meus laços nunca foram leves.

domingo, 6 de julho de 2008

sei que é a hora da lentidão surda de mim. são dias mornos, de carícias de pé no chão-terra e luz sempre amarela. me lembro de algo que inventei. imagino que tudo vibra e fico tonta: exige muito pensar que é só amor.

terça-feira, 20 de maio de 2008

meus gestos são vagos, porque tudo me é tão indiferente quanto urgente. enquanto o espero, finjo notar o tempo. erigir discursos e transitar incólume: minhas atividades mais diletantes.

gostaria que visse que sou uma fraude. que, além de vulgarmente estar no lugar errado, tenho sentimentos errados. não me fale de maniqueísmo. ainda agora posso me tocar como se esperasse. e não espero.

ontem à noite me esqueci e dormi sorrindo.

sábado, 3 de maio de 2008

no chão do Invisível, os pés se abrem. se tornam senhores quando, num impulso, alados.

e para trás: rasgos, espirais de decadência, borrões e elos perpétuos.

sábado, 19 de abril de 2008

não perder quando se perde e saber que nada se ganha: um ser sozinho, comprometido com sua individualidade, é patético, mais que a inexistência desse caso. se eu sou a cabeça adulta abaixada, entre as mãos, fica retido ali não somente um pedaço, mas todas as minhas intenções.

e que gelo fosse, justiça fosse : um final comum.