sábado, 8 de março de 2008
tenho confusões e luzes retas para me entreter. e, mesmo com esse olhar fixo de ventilador, não sei me desviar de mim.
às
11:56
domingo, 2 de março de 2008
de todos os hematomas duvidosos, circundo o mais improvável ao imaginar qual rastro segui naquelas horas de sal. a ardência é quase uma abstração enquanto o dedo dá voltas em bordas frágeis. em verdade, porque moradias flutuantes propiciam vôos, naturalmente.
a maldita transitoriedade arranca a golpes essa comoção - e a expõe no ar.
a maldita transitoriedade arranca a golpes essa comoção - e a expõe no ar.
às
05:05
"Mas também, às vezes, a Noite é outra: sozinho, em postura de meditação (será talvez um papel que me atribuo?), penso calmamente no outro, como ele é: suspendo toda interpretação; o desejo continua a vibrar (a obscuridade é transluminosa), mas nada quero possuir; é a noite do sem-proveito, do gasto sutil, invisível: estoy a oscuras: eu estou lá, sentado simples e calmamente no negro interior do amor. "
R. Barthes
R. Barthes
às
04:44
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
não dizer, não caber, não explodir, não abrir, não ver, não subir, não encontrar, não manter, não alcançar, não crer, não achar, não estar.

às
12:14
sábado, 12 de janeiro de 2008
não sei por que tenho muita sede quando me largo pra dormir. me reviro na cama um pouco mais, pro sono voltar. mas levanto repetidas vezes, tenho muita sede. diviso as salas escuras, tateio e escuto o comprido da água caindo no copo.
e me veio assim, se não era pra sentir a ausência de um jeito diferente, um ritual que ninguém vê e que o corpo obedece, esperando por um único movimento final.
e me veio assim, se não era pra sentir a ausência de um jeito diferente, um ritual que ninguém vê e que o corpo obedece, esperando por um único movimento final.
às
03:18
quis logo abrir a lagarta quando a vi. primeiro, perguntei o que era e soube que era dessas que vira borboleta. ou mariposa, acrescentou. não sei, estou tão distraída que não lembro se a mariposa faz igual à borboleta. estava tão seca e quis cortá-la ao meio pra ver o que tinha dentro.
depois, comi muito açúcar e minha boca estalou. esqueci de tudo.
depois, comi muito açúcar e minha boca estalou. esqueci de tudo.
às
03:12
sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
chuva de verão despencando cinza e às vezes laranja. um carro da funerária passa e eu penso: um bom dia para se morrer.
às
14:42
Assinar:
Postagens (Atom)
